Consultoria Aeronáutica · Proprietários e empresas
Consultoria aeronáutica para quem compra, possui ou administra uma aeronave
Planejamento de frota, decisão entre fretar e comprar, estrutura de propriedade, auditoria de operador, regularização na ANAC, importação e venda: decisões de longo prazo com números, premissas claras e operadoras certificadas.
Por Régis Hahns, CEO da Embarque Oficial · LinkedIn
- 2011no ar desde
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- 20fontes citadas
O que é consultoria aeronáutica?
A consultoria aeronáutica é a assessoria independente para quem compra, possui ou administra uma aeronave executiva. Ela planeja a frota a partir do uso real, compara fretamento, Jet Card, propriedade compartilhada e compra com cálculo de break-even, orienta em linhas gerais a estrutura de propriedade, seleciona e audita operador e gestora, mantém a aeronave regular na ANAC e conduz importação, venda e troca de modelo. Diferente do atendimento consultivo, que escolhe o voo certo, ela cuida da estratégia e do patrimônio.
Nesta página
- O que é consultoria aeronáutica e para quem ela serve?
- Quando contratar uma consultoria aeronáutica?
- Como funciona o planejamento de frota e a análise de missão de longo prazo?
- Fretar, Jet Card, propriedade compartilhada ou comprar: como decidir do ponto de vista do proprietário?
- Como calcular o break-even entre fretar e comprar, em horas por ano?
- Estruturação societária e tributária: o que considerar, em linhas gerais?
- Como selecionar e auditar o operador e a gestora da aeronave?
- Como regularizar uma aeronave na ANAC e manter a documentação em dia?
- Importação de aeronave: qual é o papel da consultoria aeronáutica?
- Venda e remarketing: como vender uma aeronave executiva pelo melhor valor?
- Consultoria aeronáutica para empresas e family offices: o que muda?
- Como funciona a consultoria aeronáutica da Embarque Oficial?
- Glossário
- Perguntas frequentes
O que é consultoria aeronáutica e para quem ela serve?
A consultoria aeronáutica é o trabalho de assessoria independente para quem compra, possui ou administra uma aeronave executiva. Ela organiza decisões que envolvem muito capital e muitos anos: qual aeronave comprar ou se é melhor não comprar, como estruturar a propriedade, quem vai operar e manter a aeronave, como manter a documentação em dia na ANAC, quando trocar de modelo e como vender pelo melhor valor. Em inglês, o mesmo serviço aparece como aviation consulting, aircraft advisory ou aircraft acquisition and ownership consulting.
Consultoria aeronáutica não é escolher o voo de amanhã
É importante separar dois trabalhos que costumam ser confundidos. O atendimento consultivo responde à pergunta "qual aeronave e qual operadora fazem esta viagem com segurança e pelo preço certo". A consultoria aeronáutica responde a perguntas de outro horizonte: "qual deve ser a minha estratégia de aviação nos próximos cinco a dez anos", "vale a pena ter um avião", "a gestora que cuida da minha aeronave está entregando o que promete" e "como sair de uma aeronave sem perder valor". O primeiro olha para uma missão; a segunda olha para o patrimônio, o orçamento anual e a governança.
Quem contrata consultoria aeronáutica
- Quem vai comprar a primeira aeronave e precisa saber se a compra faz sentido, qual categoria atende ao uso real e quanto custará por ano, além do preço de aquisição.
- Proprietários atuais que querem reduzir o custo da hora voada, auditar a gestora, preparar a aeronave para venda ou trocar de modelo.
- Empresas que usam aviação executiva como ferramenta de negócios e precisam de política de uso, controle de custos e prestação de contas ao conselho.
- Family offices e holdings patrimoniais que administram uma aeronave como parte do patrimônio da família, com exigências de governança, sucessão e separação entre uso pessoal e corporativo.
- Grupos de sócios ou condôminos que dividem uma aeronave e precisam de regras claras de uso, rateio e saída.
O que a consultoria aeronáutica entrega
O resultado de uma boa consultoria aeronáutica não é uma opinião, e sim um conjunto de documentos que permite decidir: um diagnóstico do uso atual, cenários comparados com números, uma recomendação justificada e um plano de execução. Quando a decisão é comprar, vender, contratar gestão ou financiar, a Embarque Oficial também pode conduzir a execução, com compra e venda de aeronaves, gestão de aeronaves e financiamento. Quando a melhor resposta é continuar fretando, a consultoria diz isso com a mesma clareza.
A consultoria aeronáutica trabalha em linhas gerais com temas jurídicos e tributários, mas não substitui advogado, contador ou tributarista. O papel do consultor é traduzir a aviação para esses profissionais, levantar as perguntas certas e coordenar o trabalho para que a estrutura escolhida funcione na operação real da aeronave.
Quando contratar uma consultoria aeronáutica?
A consultoria aeronáutica rende mais quando entra antes da decisão, e não depois. Um erro na escolha da aeronave, da estrutura de propriedade ou da gestora pode custar anos de despesas desnecessárias e uma venda difícil no final. Os momentos abaixo são os gatilhos mais comuns para contratar uma consultoria aeronáutica.
Antes de comprar
Quem voa com frequência crescente em fretamento costuma chegar à pergunta "não está na hora de ter o meu avião?". A consultoria aeronáutica responde com dados: quantas horas por ano a pessoa ou a empresa realmente voa, em que rotas, com quantos passageiros, com que antecedência e quanto já gasta. Às vezes a resposta é comprar; muitas vezes é um programa de horas, um Jet Card ou uma cota de propriedade compartilhada. Para entender cada etapa de uma aquisição, o Guia da Compra de Aeronaves é a leitura complementar desta página.
Durante a propriedade
Proprietários contratam consultoria aeronáutica quando o custo anual sobe sem explicação, quando a disponibilidade da aeronave cai, quando o relatório da gestora não permite entender para onde vai o dinheiro, quando há um evento de manutenção pesado no horizonte ou quando a aeronave passa a voar fretamento e o proprietário quer conferir se a receita compensa o desgaste. O Guia da Gestão Aeronáutica detalha custos fixos e variáveis, indicadores e contratos de gestão.
Antes de vender ou trocar
A venda de uma aeronave executiva é uma operação de meses. A consultoria aeronáutica ajuda a escolher o momento, preparar registros e inspeções, definir preço com base em transações comparáveis e coordenar a troca de modelo para que o proprietário não fique sem aeronave e sem plano B.
Em mudanças de vida e de negócio
Fusões, entrada de novos sócios, mudança de sede, expansão internacional, sucessão familiar ou falecimento de um proprietário mudam o uso e a titularidade da aeronave. Nesses momentos, a consultoria aeronáutica revisa a estrutura e os contratos para que a aeronave continue regular e segurada.
- Fretamento passou de algumas viagens para dezenas de horas por ano
- Plano de comprar a primeira aeronave ou trocar de categoria
- Custo anual da aeronave subindo sem relatório que explique
- Dúvida se a gestora ou o operador seguem boas práticas de segurança
- Intenção de vender, trocar de modelo ou desmobilizar o ativo
- Entrada de sócios, sucessão familiar ou reorganização societária
Como funciona o planejamento de frota e a análise de missão de longo prazo?
O planejamento de frota é o coração da consultoria aeronáutica. Ele parte do uso real, e não do desejo por um modelo específico, e projeta como esse uso deve evoluir nos próximos anos. A análise de missão de longo prazo transforma o histórico de viagens em um envelope de missão: as distâncias, os passageiros, a bagagem, as pistas e os horários que a aviação precisa atender.
Passo 1: reunir os dados de 12 a 24 meses
- Listar todas as viagens do período, inclusive as feitas em voo comercial que poderiam ter sido executivas.
- Registrar origem, destino, data, número de passageiros, bagagem e tempo de permanência no destino.
- Marcar quais viagens tinham horário rígido e quais foram planejadas com semanas de antecedência.
- Somar o gasto com fretamento, programas de horas e passagens, e o tempo perdido em conexões.
Passo 2: desenhar o envelope de missão
Com os dados, a consultoria aeronáutica identifica a missão crítica, aquela que define o tamanho mínimo da aeronave: por exemplo, São Paulo (SBSP ou SBGR) para Miami (KMIA) sem escala com seis passageiros, ou pousos frequentes em pistas curtas do interior. Uma regra prática citada pela NBAA, a associação norte-americana da aviação executiva, é escolher uma aeronave que atenda a cerca de 90% das necessidades de viagem e cobrir o restante com fretamento. Comprar um jato de longo alcance para duas viagens intercontinentais por ano costuma significar pagar, o ano inteiro, por uma capacidade que fica parada; nesses casos, voos intercontinentais fretados complementam uma aeronave menor.

| Perfil de missão predominante | Categoria que costuma atender | Pergunta que a consultoria faz |
|---|---|---|
| Trechos curtos regionais, pistas curtas ou não pavimentadas | Turboélice (King Air B200, Pilatus PC-12) | As pistas de destino aceitam jato com margem? |
| Trechos de 1 a 3 horas com até seis passageiros | Jato light (Phenom 300E) | Quantas vezes por ano a cabine fica pequena? |
| Brasil de ponta a ponta e América do Sul | Midsize e super-midsize (Praetor 500, Challenger 3500) | A missão crítica pede alcance ou conforto de cabine? |
| Brasil–Estados Unidos e Brasil–Europa frequentes | Large e long range (Global 6500) | A frequência justifica o custo fixo de uma aeronave grande? |
| Deslocamentos urbanos e fazendas | Helicóptero (Airbus H145, Esquilo) | Monomotor ou bimotor para o perfil de risco desejado? |
Passo 3: projetar o futuro
A análise de missão de longo prazo considera o crescimento da empresa, novos mercados, mudança de residência, filhos que passam a viajar com a família e a idade da aeronave ao final do período de uso. Este último ponto é decisivo: segundo a JETNET, no primeiro semestre de 2026 os jatos executivos usados de 0 a 5 anos levavam em média 54 dias para serem vendidos, enquanto os de 26 anos ou mais levavam 128 dias. A idade com que a aeronave será vendida pesa no custo total tanto quanto o preço de compra.
Passo 4: frota mista ou aeronave única
Para empresas e famílias com uso intenso, o planejamento de frota pode concluir que a melhor solução é combinar ativos: um helicóptero para os trechos urbanos, um jato médio para o Brasil e um programa de horas ou programa de voo para as viagens longas. O inverso também acontece: frotas que cresceram por impulso e que ficam mais baratas e simples com uma aeronave a menos. As fichas técnicas de aeronaves do site ajudam a comparar alcance, cabine e pista dos modelos considerados.
Aeronaves que aparecem com frequência em estudos de frota
Turboélice monomotorPilatus PC-12Ficha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhes
Jato · LightEmbraer Phenom 300EFicha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhes
Jato · MidsizeEmbraer Praetor 500Ficha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhes
Jato · Super-midsizeBombardier Challenger 3500Ficha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhes
Jato · Long RangeBombardier Global 6500Ficha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhes
Helicóptero · BimotorAirbus H145Ficha técnica, cabine, desempenho e opções de fretamento.Ver detalhesFretar, Jet Card, propriedade compartilhada ou comprar: como decidir do ponto de vista do proprietário?
Existem quatro formas principais de ter acesso à aviação executiva: fretamento por voo, programas de horas como o Jet Card, propriedade compartilhada e propriedade integral. A consultoria aeronáutica compara as quatro não só pelo preço da hora, mas pelo que cada modelo exige do cliente como dono de um ativo: capital imobilizado, risco de desvalorização, carga administrativa, controle sobre a agenda e facilidade de saída.
| Critério | Fretamento | Jet Card | Propriedade compartilhada | Propriedade integral |
|---|---|---|---|---|
| Capital imobilizado | Nenhum | Depósito ou horas pré-pagas | Valor da cota | Valor total da aeronave |
| Risco de valor residual | Nenhum | Nenhum | Proporcional à cota | Integral |
| Carga administrativa | Mínima | Baixa | Baixa a média | Alta, mesmo com gestora |
| Controle da agenda e da cabine | Depende da oferta | Conforme contrato | Conforme regras do programa | Máximo |
| Saída | Imediata | Fim do saldo ou do contrato | Regras contratuais, prazos mínimos | Venda da aeronave |
Fretamento: a referência de preço para todas as outras contas
O fretamento com operadora certificada é a base de comparação da consultoria aeronáutica, porque mostra quanto o cliente pagaria pela mesma missão sem ter nenhum ativo. Para o detalhe de como o preço de um voo é formado, veja a página de transparência na cotação e a de táxi aéreo.
Jet Card e programas de horas
Programas de horas fixam condições para quem voa com regularidade moderada. Do ponto de vista do proprietário em potencial, o Jet Card é também um teste: usar um programa por um ou dois anos gera o histórico de uso que torna qualquer decisão de compra muito mais segura. A Embarque Oficial oferece o Jet Card e o Clube Infinity para esse perfil.
Propriedade compartilhada
No Brasil, a propriedade compartilhada é regulada pela Subparte K do RBAC 91, aprovada pela Resolução ANAC nº 606, de fevereiro de 2021. A cota mínima é de 1/16 de um avião ou 1/32 de um helicóptero, e o controle operacional fica com o administrador do programa. Para a consultoria aeronáutica, os pontos de análise são o prazo mínimo do contrato, as taxas mensais, as regras de reserva e a forma de recompra ou revenda da cota.
Propriedade integral
Comprar uma aeronave dá controle máximo e, para uso intenso, pode reduzir o custo por hora. Em troca, o dono assume o risco de valor residual, a responsabilidade pela gestão e a necessidade de manter a aeronave regular mesmo nos meses em que ela pouco voa. Quem quer comparar esses modelos para viagens específicas encontra a análise por missão na página de atendimento consultivo; nesta página, a pergunta é o custo anual e o patrimônio.
Como calcular o break-even entre fretar e comprar, em horas por ano?
O break-even é o número de horas de voo por ano a partir do qual ter uma aeronave custa menos do que fretar a mesma utilização. É o cálculo mais pedido em uma consultoria aeronáutica e também o mais mal feito, porque costuma ignorar custos que só aparecem depois da compra. A conta, em sua forma mais simples, é esta:
Horas de break-even = (custos fixos anuais + custo anual de capital e depreciação) ÷ (preço da hora fretada − custo variável por hora da aeronave própria)
O que entra em cada parcela
- Custos fixos anuais: tripulação (salários, encargos, treinamentos e revalidações), hangar, seguro de casco e de responsabilidade civil, assinaturas de navegação e de manutenção, gestão, despesas administrativas e taxas que existem mesmo sem voar.
- Custo de capital e depreciação: o rendimento que o dinheiro aplicado na aeronave deixaria de gerar, ou os juros do financiamento, mais a perda de valor de mercado esperada no período.
- Custo variável por hora: combustível, reservas de manutenção, programas de motor por hora voada, tarifas de navegação e aeroportuárias, pernoites e alimentação da tripulação.
- Preço da hora fretada: o valor efetivamente pago por hora de uso no fretamento, já considerando posicionamentos, pernoites e taxas.
Exemplo com números hipotéticos
Os valores a seguir são hipotéticos e arredondados, servem apenas para mostrar a mecânica da conta e não são cotação nem estimativa de mercado. Suponha uma aeronave com custos fixos de R$ 3 milhões por ano, custo de capital e depreciação de R$ 2 milhões por ano, custo variável de R$ 10 mil por hora e um fretamento equivalente de R$ 30 mil por hora. O break-even é R$ 5 milhões ÷ R$ 20 mil = 250 horas por ano. Abaixo disso, fretar sai mais barato; acima, a aeronave própria passa a compensar.

| Cenário hipotético | Mudança | Break-even resultante |
|---|---|---|
| Base | Valores do exemplo | 250 horas/ano |
| Custos fixos 20% menores | R$ 2,4 milhões em vez de R$ 3 milhões | 220 horas/ano |
| Fretamento mais caro | R$ 35 mil por hora | 200 horas/ano |
| Custo variável maior | R$ 12 mil por hora | cerca de 278 horas/ano |
| Receita líquida de fretamento da própria aeronave | R$ 1 milhão por ano abatido do custo fixo | 200 horas/ano |
O que dizem as referências internacionais
Um documento de regras práticas da NBAA indica que o fretamento avulso é provavelmente a melhor opção abaixo de cerca de 50 horas por ano, que a propriedade compartilhada merece consideração até cerca de 175 horas e que, acima de 175 horas por ano, a propriedade integral se torna economicamente viável. O mesmo documento alerta que o estudo de caso usa premissas específicas, como uma aeronave de US$ 11 milhões, alíquota de imposto de 40%, combustível a US$ 5 por galão e etapas médias de 1,2 hora. Uma publicação da GlobalAir de 2026 propõe faixas parecidas, com propriedade integral a partir de cerca de 150 horas por ano.
Ressalvas que mudam a resposta
- Horas de passageiro não são horas de aeronave. A aeronave própria também voa vazia para buscar o dono ou voltar à base. A conta precisa comparar a mesma unidade dos dois lados.
- Câmbio. Peças, motores, seguros e muitas despesas de manutenção são cotados em dólar; uma variação cambial altera o custo variável e o valor de revenda.
- Valor residual incerto. A depreciação de mercado não é a depreciação fiscal; ela depende do modelo, da idade, das horas e do momento de venda.
- Tributos em transição. O Imposto Seletivo, previsto pela reforma tributária para começar em 2027, inclui aeronaves, e as alíquotas ainda dependiam de definição em outubro de 2026.
- Receita de fretamento é incerta. A NBAA recomenda estimá-la de forma conservadora e reavaliar a compra se ela só se justificar com essa receita.
- Valor do tempo. Disponibilidade imediata e controle da cabine têm valor real, mas ele deve ser declarado como decisão do cliente, e não escondido em premissas otimistas.
A consultoria aeronáutica entrega essa conta com os dados do próprio cliente, em cenários conservador, provável e otimista. Quando a compra se confirma, a estrutura de pagamento pode ser estudada com a equipe de financiamento de aeronaves.
Estruturação societária e tributária: o que considerar, em linhas gerais?
A estrutura de propriedade define em nome de quem a aeronave é registrada, quem responde pela operação, como os custos entram na contabilidade e como será a venda no futuro. A consultoria aeronáutica trata o tema em linhas gerais, levanta as perguntas que importam para a aviação e coordena o trabalho com os profissionais responsáveis. Esta página não é aconselhamento jurídico, contábil ou tributário: cada caso precisa ser analisado por advogado e contador habilitados.
As estruturas mais comuns
- Pessoa física: simples de registrar e de decidir, mas mistura o patrimônio pessoal com o risco da operação e leva a aeronave para o inventário em caso de sucessão.
- Empresa operacional: adequada quando a aeronave é ferramenta de trabalho; exige regras claras para o uso pessoal de sócios e familiares.
- Holding patrimonial ou empresa dedicada: separa o ativo das atividades operacionais e pode facilitar sucessão e venda, com custo de manutenção da estrutura.
- Condomínio entre coproprietários: divide capital e custos fixos, mas depende de um acordo detalhado sobre uso, rateio, saída e venda.
Proprietário e explorador: duas figuras diferentes
O Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986) distingue o proprietário da aeronave do explorador, que é quem a utiliza e responde pela condução técnica. É comum que uma holding seja a proprietária e que uma gestora ou uma empresa de táxi aéreo seja a exploradora. Registrar corretamente essas figuras no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) organiza a responsabilidade e protege o patrimônio do dono.
Depreciação fiscal
Na tabela de vida útil da Receita Federal (Anexo III da Instrução Normativa RFB nº 1.700/2017), aviões e helicópteros classificados na posição 8802 aparecem com vida útil de 10 anos e taxa de depreciação de 10% ao ano. Essa depreciação é contábil e fiscal e não se confunde com a perda de valor de mercado, que pode ser maior ou menor conforme o modelo e o momento. Se a depreciação pode ou não ser aproveitada depende do regime tributário da empresa e do uso efetivo da aeronave na atividade, o que deve ser analisado pelo contador.
Reforma tributária e Imposto Seletivo
A reforma tributária do consumo incluiu aeronaves entre os bens sujeitos ao Imposto Seletivo, com início previsto para 1º de janeiro de 2027. Em outubro de 2026, o governo ainda preparava a medida com as alíquotas. Em setembro de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos havia pedido alíquota zero para alguns grupos de aeronaves, e a minuta citada na imprensa previa alíquota reduzida de 3,25% para aeronaves de táxi aéreo. A Embraer estimou que o custo de aquisição poderia subir cerca de 6,5% se as reduções e isenções atuais de IPI fossem retiradas. Quem planeja comprar, importar ou reestruturar entre o fim de 2026 e 2027 deve simular os cenários com o tributarista antes de assinar.
Boas práticas que valem em qualquer estrutura
- Registrar o propósito de cada voo e quem viajou, para separar uso corporativo e pessoal.
- Pagar as despesas pela conta da entidade proprietária ou exploradora, sem misturar recursos.
- Manter contratos escritos entre proprietário, explorador e gestora.
- Prever o que acontece com a aeronave em caso de morte, incapacidade ou saída de um sócio.
- Revisar a estrutura quando o uso muda, e não só quando surge um problema.
Como selecionar e auditar o operador e a gestora da aeronave?
Quem tem uma aeronave raramente a opera sozinho. Uma gestora cuida da tripulação, da manutenção e da documentação; uma empresa de táxi aéreo pode incluir a aeronave na sua operação e gerar receita de fretamento. A escolha desses parceiros operacionais é uma das decisões mais importantes da consultoria aeronáutica, porque deles dependem a segurança, a disponibilidade e o custo anual.
O que verificar na certificação
No Brasil, quem quer explorar táxi aéreo precisa ser pessoa jurídica e obter da ANAC o Certificado de Operador Aéreo (COA) e as Especificações Operativas (EO), seguindo os RBAC 119 e 135. O processo passa por reunião inicial, pacote de solicitação formal com manuais (como o Manual Geral de Operações e o Manual Geral de Manutenção), análise documental, inspeções e demonstrações e, por fim, emissão do certificado. A ANAC diferencia o Operador Simples, com até uma aeronave de no máximo nove assentos e apenas operações domésticas não regulares, do Operador Padrão, de maior porte. Para a consultoria aeronáutica, a primeira pergunta é se a aeronave do cliente está, de fato, nas especificações operativas da empresa que diz operá-la.
Auditorias e padrões voluntários
- IS-BAO: padrão internacional da IBAC para operadores executivos, baseado em sistema de gerenciamento da segurança operacional (SMS), com estágios 1, 2 e 3 de maturidade.
- ARGUS: classificações Gold, Gold Plus e Platinum, sendo a Platinum a que inclui auditoria presencial de operações, treinamento e manutenção.
- WYVERN: designação Wingman, com a versão Wingman PRO para avaliação mais profunda de procedimentos e cultura de segurança.
Esses selos são mais comuns em operadores dos Estados Unidos e da Europa. Sua ausência não torna uma operadora brasileira insegura, mas sua presença indica uma camada extra de verificação independente. A página de segurança operacional explica como esses padrões se relacionam com a fiscalização da ANAC.
Roteiro de auditoria da gestora
- Conferir o status da aeronave no RAB e a validade do certificado de aeronavegabilidade.
- Revisar o controle de manutenção: diretrizes de aeronavegabilidade, componentes com vida limite e inspeções vencendo nos próximos 12 meses.
- Verificar habilitações, treinamentos e exames dos pilotos e o respeito aos limites de jornada.
- Comparar o orçamento aprovado com o realizado, item a item, e pedir comprovantes das maiores despesas.
- Checar apólices de seguro, beneficiários e se o uso real da aeronave está coberto.
- No caso de fretamento, conferir as horas faturadas a terceiros, o repasse ao proprietário e o desgaste gerado.
O risco do fretamento irregular
Uma aeronave privada, operada pelas regras do RBAC 91, não pode transportar passageiros mediante pagamento. Cobrar por voos fora de uma empresa certificada configura táxi aéreo clandestino, sujeito a multas que, segundo alteração da Resolução ANAC nº 472/2018 divulgada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, variam de R$ 12 mil a R$ 200 mil, além de problemas sérios com seguro. A consultoria aeronáutica verifica se toda receita de fretamento passa por operadora certificada. A Embarque Oficial trabalha apenas com operadoras certificadas pela ANAC no Brasil e pela autoridade aeronáutica de cada país no exterior, como mostra a página da rede de operadores homologados.
Para quem quer terceirizar a operação, o serviço de gestão de aeronaves da Embarque Oficial e o Guia da Gestão Aeronáutica detalham escopo, indicadores e cláusulas de contrato.

- Aeronave listada nas especificações operativas do operador
- Certificado de aeronavegabilidade válido e sem restrições
- Controle de manutenção com projeção dos próximos 12 meses
- Habilitações e treinamentos da tripulação em dia
- Orçamento x realizado com comprovantes das maiores despesas
- Apólices de seguro compatíveis com o uso real da aeronave
- Receita de fretamento faturada por empresa certificada
- Sistema de gerenciamento da segurança operacional documentado
Venda e remarketing: como vender uma aeronave executiva pelo melhor valor?
O remarketing de aeronaves é o processo de preparar, posicionar e vender uma aeronave usada. Ele começa muito antes do anúncio: uma aeronave com registros completos, manutenção em dia e preço coerente com o mercado vende mais rápido e com menos desconto na negociação. A consultoria aeronáutica conduz o proprietário por essas etapas e, quando faz sentido, a Embarque Oficial executa a venda pelo serviço de compra e venda de aeronaves.
Como está o mercado de usados em 2026
Segundo o relatório de meio de ano da JETNET, no primeiro semestre de 2026 apenas 6,6% da frota mundial de jatos executivos estava à venda, contra 9% a 12% entre 2014 e 2020. O tempo médio para vender foi de 98 dias, com forte diferença por idade: cerca de 54 dias para jatos de 0 a 5 anos e 128 dias para os de 26 anos ou mais. O número de transações de usados caiu 10,8% em relação ao primeiro semestre de 2025, com queda nos jatos pequenos e médios e alta apenas nos grandes. Para o vendedor, o recado é claro: estoque baixo ajuda, mas aeronaves mais antigas ou com pendências ficam mais tempo no mercado.
Preparação para a venda
- Organizar os registros: livros de bordo, cadernetas, cumprimento de diretrizes de aeronavegabilidade, histórico de danos e reparos, em formato digital e completo.
- Fazer uma inspeção pré-venda: antecipar o que a inspeção pré-compra do comprador vai encontrar e decidir o que corrigir antes.
- Levantar os contratos de motor e componentes: saldos de programas por hora voada podem ter de ser quitados ou transferidos no fechamento.
- Definir o preço: avaliação independente baseada em transações comparáveis, horas, ciclos, eventos de manutenção futuros e equipamentos.
- Preparar a aeronave fisicamente: limpeza, pequenos reparos de cabine e fotos profissionais.
- Escolher o local de entrega: ele afeta tributos e custo de traslado.
Como vender
A venda pode ser feita com mandato exclusivo para um corretor, com divulgação ampla a compradores qualificados, ou de forma discreta, apenas para uma lista restrita. A consultoria aeronáutica avalia o perfil da aeronave e a necessidade de confidencialidade do dono. Do lado do comprador, a aeronave passará por inspeção pré-compra e por due diligence; quanto mais organizada estiver, menor o risco de renegociação de última hora.
Troca de modelo sem ficar no chão
Quando a venda faz parte de uma troca, a consultoria sincroniza as duas transações: decide se é melhor comprar antes e vender depois, ou o contrário, e cobre o intervalo com fretamento, empty legs ou um programa de horas. O catálogo de aeronaves do site ajuda a comparar as opções para o próximo modelo.

- Registros técnicos completos e digitalizados
- Inspeção pré-venda concluída e itens corrigidos
- Saldo de programas de motor levantado
- Preço baseado em transações comparáveis
- Certidão de propriedade e ônus sem gravames pendentes
- Plano de mobilidade durante a troca de aeronave
Consultoria aeronáutica para empresas e family offices: o que muda?
Quando a aeronave pertence a uma empresa ou a uma família com patrimônio estruturado, a consultoria aeronáutica ganha uma camada de governança. Não basta a aeronave voar bem: ela precisa ser usada de acordo com regras aprovadas, ter custos atribuídos corretamente e gerar informação confiável para o conselho, os sócios ou os herdeiros.
Política de uso da aviação executiva
Uma política de uso escrita define quem pode solicitar voos, quem aprova, quais viagens são corporativas e quais são pessoais, como o uso pessoal é ressarcido ou contabilizado, quem pode viajar como convidado e quais regras de segurança são inegociáveis, como o respeito às decisões do comandante. Empresas que fazem roadshows ou levam executivos a várias cidades no mesmo dia também definem quando usar a aeronave própria e quando fretar. A página de aviação corporativa mostra como esses modelos se combinam.
O que a literatura jurídica recomenda a family offices
Uma análise publicada pela Chambers and Partners sobre family offices que possuem aeronaves, escrita a partir da experiência norte-americana, destaca princípios que também fazem sentido no Brasil: escolher a entidade proprietária de acordo com o uso, separar a propriedade e a operação do restante do patrimônio, manter seguro adequado, registrar o propósito de cada voo e quem viajou, não misturar recursos entre entidades, planejar o destino da aeronave em caso de morte ou incapacidade e preferir estruturas simples, porque estruturas complexas tendem a ser contornadas com o tempo.
Relatórios para o conselho e para a família
- Horas voadas, por usuário e por finalidade.
- Custo total do ano e custo por hora, comparados ao orçamento e ao preço de fretamento equivalente.
- Disponibilidade da aeronave e motivos de indisponibilidade.
- Eventos de manutenção previstos e reservas necessárias.
- Status documental, seguros e auditorias da gestora.
- Valor de mercado estimado e momento ideal de troca.
Além da aeronave
Para famílias que viajam pelo mundo, a consultoria aeronáutica integra a aeronave a um serviço de concierge, a transfers de helicóptero e ao fretamento para os trechos que a aeronave própria não cobre. O Guia da Aviação Executiva traz o panorama do setor para quem está chegando a esse universo.

- Política de uso aprovada pelos sócios ou pela família
- Registro do propósito de cada voo e dos passageiros
- Contas separadas para a entidade proprietária
- Plano de sucessão para a aeronave
Como funciona a consultoria aeronáutica da Embarque Oficial?
A Embarque Oficial é uma empresa global de aviação executiva, no ar desde 2011, com sede em Florianópolis e escritórios em Mônaco, Dubai, Londres, Paris, Liverpool, Fort Lauderdale, Nova York, Las Vegas, Xangai e Brasil. Os escritórios não atendem ao público: o atendimento acontece pela web, pelo WhatsApp (+55 48 98877-0541) e presencialmente no embarque, em helipontos, aeroportos e FBOs de muitos lugares do mundo. Os voos são organizados com operadoras certificadas pela ANAC no Brasil e pela autoridade aeronáutica de cada país no exterior, como FAA e EASA.
As etapas da consultoria aeronáutica
- Conversa inicial: entendimento do objetivo, do horizonte de tempo e de quem decide.
- Diagnóstico: coleta do histórico de viagens, dos custos atuais e, se já houver aeronave, dos contratos, relatórios e documentação.
- Análise de missão e de frota: envelope de missão, categorias possíveis e projeção de uso.
- Cenários comparados: fretamento, programas de horas, propriedade compartilhada e compra, com break-even e sensibilidade.
- Recomendação por escrito: com premissas declaradas e riscos apontados.
- Execução, se o cliente quiser: compra e venda, gestão, financiamento, Jet Card e Clube Infinity.
- Acompanhamento: revisões periódicas de custo, documentação e valor de mercado.
Experiência em operações complexas
Há mais de 10 anos, a Embarque Oficial organiza operações especiais com operadoras autorizadas, como UTI aérea e transporte aeromédico, carga urgente e de alto valor, filmagem e fotografia aérea e transporte de autoridades com segurança. Essa vivência operacional ajuda a consultoria a enxergar o que uma aeronave e uma operadora precisam ter além do que aparece em um folheto.
Como começar
Para iniciar uma consultoria aeronáutica, basta enviar pelo contato ou pelo WhatsApp um resumo do objetivo e, se possível, o histórico de viagens do último ano. Quem ainda está avaliando pode conhecer a empresa na página sobre nós e a presença global da Embarque Oficial.
- Diagnóstico com dados reais de uso
- Cenários com premissas declaradas
- Recomendação independente por escrito
- Execução e acompanhamento opcionais
Glossário: termos essenciais de consultoria aeronáutica
- Consultoria aeronáutica
- Assessoria independente para decisões de longo prazo sobre aeronaves executivas: frota, compra, estrutura, operação, regularização e venda.
- Envelope de missão
- Conjunto de distâncias, passageiros, bagagem, pistas e horários que a aeronave precisa atender, definido a partir do histórico real de viagens.
- Break-even
- Número de horas de voo por ano a partir do qual possuir uma aeronave custa menos do que fretar a mesma utilização.
- Custo fixo anual
- Despesas que existem mesmo sem voar, como tripulação, hangar, seguro, assinaturas e gestão.
- Custo variável por hora
- Despesas proporcionais ao voo, como combustível, reservas de manutenção, programas de motor e tarifas.
- Valor residual
- Valor de mercado esperado da aeronave no fim do período de uso; pesa no custo total tanto quanto o preço de compra.
- Explorador
- Pessoa ou empresa que utiliza a aeronave e responde pela condução técnica, segundo o Código Brasileiro de Aeronáutica; pode ser diferente do proprietário.
- RAB
- Registro Aeronáutico Brasileiro, mantido pela ANAC, que reúne matrícula, propriedade, operadores, ônus e situação de aeronavegabilidade.
- COA e EO
- Certificado de Operador Aéreo e Especificações Operativas emitidos pela ANAC para empresas certificadas pelos RBAC 119 e 135.
- IS-BAO
- Padrão internacional da IBAC para operadores executivos, baseado em sistema de gerenciamento da segurança operacional, com três estágios de maturidade.
- Remarketing
- Processo de preparar, precificar e vender uma aeronave usada, incluindo registros, inspeção pré-venda e escolha da estratégia de venda.
- Imposto Seletivo
- Tributo criado pela reforma tributária do consumo, previsto para começar em 2027, que inclui aeronaves entre os bens tributados.
Perguntas frequentes sobre consultoria aeronáutica
O que faz uma consultoria aeronáutica?
Uma consultoria aeronáutica ajuda quem compra, possui ou administra uma aeronave executiva a tomar decisões de longo prazo. Ela analisa o uso real, planeja a frota, compara fretamento, Jet Card, propriedade compartilhada e compra, orienta em linhas gerais a estrutura de propriedade, seleciona e audita gestora e operador, mantém a documentação na ANAC em dia e conduz importação, venda e troca de modelo.
Qual a diferença entre consultoria aeronáutica e atendimento consultivo?
O atendimento consultivo escolhe a aeronave e a operadora certas para uma viagem específica. A consultoria aeronáutica olha para o horizonte de anos: estratégia de aviação, compra ou venda de aeronave, estrutura de propriedade, gestão e custo anual. A Embarque Oficial oferece os dois serviços, cada um com o seu escopo e os seus entregáveis.
A partir de quantas horas por ano vale a pena comprar uma aeronave?
Não há número fixo. Uma referência da NBAA indica que a propriedade integral se torna economicamente viável acima de cerca de 175 horas por ano, com premissas do mercado norte-americano. No Brasil, câmbio, custo de capital, valor residual e tributos mudam a conta. A consultoria aeronáutica calcula o break-even com os dados reais do cliente, em cenários conservador e otimista.
Como se calcula o break-even entre fretar e comprar?
Divide-se a soma dos custos fixos anuais com o custo de capital e depreciação pela diferença entre o preço da hora fretada e o custo variável por hora da aeronave própria. O resultado é o número de horas por ano a partir do qual a compra compensa. A conta precisa comparar horas equivalentes e incluir posicionamentos, câmbio e valor residual.
A consultoria aeronáutica dá aconselhamento jurídico ou tributário?
Não. A consultoria aeronáutica trata estrutura societária e tributária em linhas gerais, levanta as perguntas que importam para a aviação e coordena o trabalho com advogados e contadores habilitados. A decisão sobre a estrutura, os contratos e os tributos deve ser tomada com esses profissionais, considerando o caso concreto e a legislação vigente.
Vale mais a pena ter a aeronave em nome da pessoa física ou de uma empresa?
Depende do uso, do patrimônio, do financiamento e do plano de sucessão. A pessoa física é simples, mas mistura patrimônio pessoal e risco operacional. Empresas e holdings separam o ativo e facilitam sucessão e venda, com custo de estrutura. O Guia da Compra de Aeronaves compara as opções, e a escolha final deve ser feita com advogado e contador.
Como saber se a minha gestora de aeronave é boa?
Uma boa gestora entrega relatório mensal com orçamento e realizado, comprovantes das maiores despesas, projeção de manutenção, status documental, treinamentos da tripulação e indicadores de disponibilidade. Uma auditoria independente confere esses itens, o registro no RAB e os seguros. A gestão de aeronaves da Embarque Oficial segue esse padrão de transparência.
Posso colocar minha aeronave para fazer táxi aéreo?
Sim, desde que a aeronave seja incluída na operação de uma empresa de táxi aéreo certificada pela ANAC, com COA e especificações operativas. Cobrar por voos fora de uma empresa certificada configura táxi aéreo clandestino, com multas e risco de perda da cobertura do seguro. A receita de fretamento deve ser estimada de forma conservadora na decisão de compra.
O que mudou com o fim das categorias de registro na ANAC?
A Resolução ANAC nº 739/2024 eliminou categorias como TPP e TPX. A aeronave passou a ser descrita por critérios como finalidade de uso e tipo de operação, o que facilita incluir uma empresa de táxi aéreo como operadora de uma aeronave privada. Desde 1º de janeiro de 2026, o RAB Digital mostra dez campos no lugar da antiga categoria única.
Como consultar se uma aeronave tem dívidas ou gravames?
A Certidão de Propriedade e Ônus Reais, emitida pelo RAB Digital da ANAC com conta gov.br nível Prata ou Ouro, mostra contratos, gravames, proprietários, operadores e seguros registrados. Ela é gratuita e imediata, mas reflete apenas o momento da emissão. Em compras internacionais, também se consulta o International Registry da Convenção da Cidade do Cabo.
A consultoria aeronáutica ajuda a importar uma aeronave?
Sim. A consultoria coordena as frentes aduaneira e técnica: projeto de tipo aceito pela ANAC, aprovação de exportação da autoridade de origem, documentação técnica, cancelamento da matrícula estrangeira, matrícula no RAB e vistoria inicial. Regime aduaneiro e tributos são definidos com especialistas, e o momento da importação considera o Imposto Seletivo previsto para 2027.
Quanto tempo leva para vender um jato executivo usado?
Segundo a JETNET, no primeiro semestre de 2026 o tempo médio de venda de jatos executivos usados no mundo foi de 98 dias, com cerca de 54 dias para aeronaves de até 5 anos e 128 dias para as de 26 anos ou mais. Registros completos, inspeção pré-venda e preço coerente com transações comparáveis reduzem esse prazo.
O Imposto Seletivo vai encarecer a compra de aeronaves?
Aeronaves estão entre os bens sujeitos ao Imposto Seletivo, previsto para começar em 1º de janeiro de 2027. Em outubro de 2026, as alíquotas ainda não tinham sido definidas. A Embraer estimou alta de cerca de 6,5% no custo de aquisição se as reduções de IPI fossem retiradas. Quem planeja comprar deve simular cenários com um tributarista.
Family offices precisam de cuidados especiais com aeronaves?
Sim. Family offices devem separar a propriedade e a operação do restante do patrimônio, registrar o propósito de cada voo, não misturar recursos entre entidades, manter seguro adequado e planejar o destino da aeronave em caso de sucessão. Uma política de uso aprovada pela família evita conflitos e dá base para os relatórios e a contabilidade.
Como contratar a consultoria aeronáutica da Embarque Oficial?
Basta enviar pelo contato do site ou pelo WhatsApp +55 48 98877-0541 um resumo do objetivo e, se possível, o histórico de viagens do último ano. A Embarque Oficial faz o diagnóstico, apresenta cenários com premissas declaradas e, se o cliente quiser, executa compra e venda, gestão, financiamento ou programas de horas com operadoras certificadas.
Fontes e referências
- NBAA – Rules of Thumb: Business Aircraft Ownership and Operating Options
- GlobalAir – How much do you fly private? Your answer determines everything (2026)
- JETNET – Mid-2026 market snapshot
- Forbes Brasil – Brasil chega a 11 mil aeronaves executivas (jul/2026)
- Machado Meyer – O fim das categorias de registro de aeronaves (Resolução ANAC 739/2024)
- Legismap – Mudanças nos campos de categorias no RAB Digital em 1º de janeiro de 2026
- Gov.br – Obter certificados de matrícula e de aeronavegabilidade
- Gov.br – Obter certidão de propriedade e ônus reais
- Gov.br – Realizar a comunicação de venda de aeronave
- Gov.br – Obter autorização para explorar serviços aéreos públicos (RBAC 119/135)
- ANAC – Resolução nº 606/2021 (RBAC 91, Subparte K)
- Tabela de depreciação de bens – IN RFB nº 1.700/2017, Anexo III
- Congresso em Foco – Com alíquotas indefinidas, Fazenda mantém Imposto Seletivo para 2027 (mai/2026)
- Reforma Tributária – MP do Imposto Seletivo provavelmente sai esta semana (out/2026)
- CRC-MA – Ministério propõe alíquota zero de Imposto Seletivo para aeronaves
- Jet Linx – Private jet safety ratings: ARGUS, WYVERN e IS-BAO
- SNA – ANAC multiplica por 10 o valor das multas para táxi aéreo clandestino
- Chambers and Partners – The family office: planning for private aircraft assets
- Luna Aircraft Solutions – Four key mistakes to avoid when selling your business jet
- Machado Meyer – Brasil formaliza a adesão à Convenção da Cidade do Cabo (Decreto 8.008/2013)
Conteúdo escrito por Régis Hahns, CEO da Embarque Oficial, com a equipe editorial da empresa, com base nas fontes acima. Normas, valores e prazos mudam: confirme sempre com a ANAC, com o fabricante ou com um especialista antes de decidir. A Embarque Oficial atende clientes no mundo todo, de Mônaco, Dubai, Capri e Roma a todas as regiões do Brasil, e organiza cada voo com operadoras certificadas pela ANAC no Brasil e pela autoridade aeronáutica de cada país no exterior.
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