Fretamento Aéreo · Todas as modalidades

Fretamento aéreo: todas as modalidades, do jato executivo ao avião comercial

Fretamento executivo sob demanda, ida e volta, multi-trechos, one-way e empty legs, fretamento de grupos e de aviões comerciais (ACMI, wet lease e dry lease), helicóptero, carga e voos internacionais: entenda cada modalidade, o que muda no preço, o que o contrato precisa dizer e quais regras se aplicam no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

Por , CEO da Embarque Oficial · LinkedIn

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O que é fretamento aéreo?

Fretamento aéreo é o contrato em que uma empresa aérea, chamada fretador, coloca uma aeronave equipada e tripulada à disposição de um cliente, o afretador, para uma ou mais viagens combinadas ou por um período, mediante o pagamento do frete. No fretamento aéreo o fretador mantém o controle da tripulação e a condução técnica do voo, como define o Código Brasileiro de Aeronáutica (arts. 133 a 136). O fretamento aéreo cobre jatos executivos, helicópteros, aviões comerciais para grupos e cargueiros, e no Brasil é operado por empresas certificadas pela ANAC, como as de táxi aéreo regidas pelo RBAC 135.

11.362aeronaves executivas operacionais no Brasil (ABAG, mai/2026)
739aeronaves na frota de táxi aéreo do Brasil (ABAG, mai/2026)
30 assentosteto do fretamento sob demanda Part 135 nos EUA (FAA)
Desde 2011a Embarque Oficial organiza voos fretados no mundo

O que é fretamento aéreo e o que diz a lei brasileira sobre ele?

O fretamento aéreo é a contratação de uma aeronave inteira, com tripulação, para voar na rota, na data e no horário que o cliente escolhe. No mercado internacional o mesmo serviço se chama air charter, e no Brasil ele aparece com vários nomes: fretamento, charter, voo fretado, táxi aéreo e voo privado sob demanda. Todos descrevem a mesma lógica comercial: o cliente não compra um assento em um voo programado, mas o uso da aeronave para a sua missão.

A definição do Código Brasileiro de Aeronáutica

O Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986) trata o fretamento como um contrato próprio, nos artigos 133 a 136. Pelo artigo 133, dá-se o fretamento quando uma das partes, o fretador, se obriga perante a outra, o afretador, a realizar uma ou mais viagens preestabelecidas ou a manter a aeronave à disposição durante certo período, mediante o pagamento do frete, reservando-se ao fretador o controle sobre a tripulação e a condução técnica da aeronave. O artigo 135 obriga o fretador a entregar a aeronave equipada, tripulada, com documentação e em condições de aeronavegabilidade, e a cumprir as viagens ou a disponibilidade combinadas. O artigo 136 obriga o afretador a limitar o uso da aeronave ao que foi contratado e a pagar o frete no lugar, no tempo e nas condições acordadas.

Fretamento não é arrendamento nem compra de passagem

A lei separa o fretamento do arrendamento (artigos 127 a 132). No arrendamento, o dono cede o uso e o gozo da aeronave por tempo determinado, e quem assume a operação é o arrendatário; o contrato deve ser inscrito no Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB). No fretamento, quem opera continua sendo o fretador. Essa diferença decide quem responde pelo voo perante a autoridade e perante o passageiro, e é a mesma diferença que, no mercado de aviões comerciais, separa o wet lease do dry lease, explicada mais abaixo.

O fretamento aéreo também é diferente da passagem aérea. Na aviação regular, a companhia vende assentos em voos com horário público. No fretamento aéreo, o preço é calculado pela aeronave, e o cliente define quem embarca, de onde se parte e para onde se vai, dentro dos limites de segurança, de pista, de alcance e de regulação.

Quem participa de um fretamento

  • Operador (fretador): a empresa certificada que detém o controle operacional, a tripulação e o seguro.
  • Cliente (afretador): pessoa física ou empresa que contrata e paga o frete.
  • Organizador ou intermediário: quem busca a aeronave adequada, negocia, coordena a logística e acompanha o voo, como faz a Embarque Oficial.
  • Proprietário: o dono da aeronave, que muitas vezes a coloca sob gestão de um operador certificado.

Para a parte prática de contratar um táxi aéreo no Brasil, o Guia do Táxi Aéreo Executivo é a leitura complementar. Esta página amplia o ângulo e cobre o fretamento aéreo em todas as modalidades, do jato executivo ao avião comercial e ao cargueiro.

  • Aeronave inteira, com tripulação
  • Rota e horário definidos pelo cliente
  • Controle técnico com o fretador
  • Preço por aeronave, não por assento

Quais são as modalidades de fretamento aéreo?

O fretamento aéreo se divide em modalidades que variam pelo tamanho da aeronave, pelo tipo de carga transportada, pela duração do contrato e pela regra que o operador segue. A tabela abaixo resume as principais modalidades e serve de mapa para as seções seguintes.

ModalidadeO que éAeronaves típicasPara quem serve
Fretamento executivo sob demandaAeronave inteira para uma viagem definida pelo clienteJatos leves a ultra long range, turboélicesExecutivos, famílias, empresas
Ida e volta e multi-trechosMesma aeronave acompanha o cliente em várias pernasJatos e turboélicesAgendas com várias cidades, roadshows
One-way e empty legTrecho só de ida; empty leg é o trecho de reposicionamento vendidoQualquer aeronave executivaQuem tem flexibilidade de data e horário
Fretamento de gruposAvião comercial inteiro para dezenas ou centenas de pessoasJatos regionais e narrowbodies, widebodiesEventos, times, incentivos, turismo
ACMI, wet, damp e dry leaseArrendamento de aeronave com ou sem tripulação, por horas bloco ou mesesAviões comerciais e cargueirosCompanhias aéreas e grandes contratantes
Fretamento de helicópteroHelicóptero inteiro para transfer, voo panorâmico ou missão especialMonomotores e bimotores a turbinaMobilidade urbana, resorts, eventos
Fretamento de cargaAeronave dedicada a carga urgente, de alto valor ou volumosaTurboélices, jatos e cargueirosIndústria, saúde, logística crítica
Fretamento internacionalQualquer das modalidades cruzando fronteirasJatos de médio a longo alcanceViagens de negócios e lazer no exterior

Uma mesma lógica, regras diferentes

Em todas as modalidades de fretamento aéreo o cliente contrata capacidade, e não um assento. O que muda é a regra aplicável. No Brasil, o táxi aéreo com aeronaves executivas e helicópteros segue o RBAC 135, e o fretamento de aviões comerciais é feito por empresas certificadas segundo o RBAC 121. Nos Estados Unidos, a FAA separa o fretamento sob demanda do Part 135 do fretamento suplementar do Part 121. Na União Europeia, todas as operações de transporte aéreo comercial exigem um certificado de operador aéreo emitido sob as regras da EASA.

Modalidades que se combinam

Na prática, uma mesma viagem pode combinar várias modalidades. Uma família pode voar de jato executivo de São Paulo a Nice, seguir de helicóptero até Mônaco e voltar em um empty leg. Uma empresa pode fretar um avião comercial para levar uma convenção a Foz do Iguaçu e, ao mesmo tempo, um jato leve para a diretoria. Por isso, o primeiro passo de qualquer fretamento aéreo é descrever a missão inteira, e não só o trecho principal. A Embarque Oficial organiza essa combinação com planejamento logístico de ponta a ponta.

Como funciona o fretamento executivo sob demanda: ida e volta e multi-trechos?

O fretamento executivo sob demanda é a modalidade mais conhecida do fretamento aéreo: o cliente escolhe a aeronave, a origem, o destino, a data e o horário, e um operador certificado realiza o voo. No Brasil, essa modalidade é o táxi aéreo executivo, operado por empresas certificadas pela ANAC segundo o RBAC 135. Nos Estados Unidos, a FAA define a operação sob demanda (on-demand operation) como aquela em que horário, local de partida e local de chegada são negociados com o cliente, com aviões de até 30 assentos de passageiros e carga paga de até 7.500 libras, além de qualquer helicóptero.

Ida e volta no mesmo dia ou com pernoite

No fretamento de ida e volta, a mesma aeronave leva o cliente e o traz de volta. Quando o retorno acontece no mesmo dia, a tripulação espera no destino, e o custo da espera depende da jornada dos pilotos e das taxas de permanência no aeroporto. Quando o retorno acontece dias depois, o operador avalia duas opções: manter a aeronave e a tripulação no destino, pagando pernoites e diárias, ou levar a aeronave de volta à base e buscá-la depois, o que soma dois trechos vazios. A escolha mais econômica depende da distância e do número de dias.

Multi-trechos e roadshows

O fretamento multi-trechos encadeia várias cidades em uma agenda só. É a modalidade dos roadshows com investidores, das visitas a fábricas e das campanhas comerciais. A vantagem é transformar em um dia o que a aviação regular faria em três, porque o jato executivo usa aeroportos menores, mais próximos do destino final, e não depende de conexões. Na montagem de um multi-trechos, a jornada da tripulação é o limite mais importante: dias longos podem exigir tripulação composta ou pernoite intermediário.

O que define a aeronave certa

  1. Número de passageiros e volume de bagagem, incluindo tacos de golfe, pranchas e equipamentos.
  2. Distância e alcance real com a carga do dia, ventos e alternativa.
  3. Pista dos aeroportos de origem e destino, que limita o porte da aeronave.
  4. Conforto exigido: altura de cabine, lavatório, galley, possibilidade de dormir.
  5. Orçamento, que pesa mais em voos longos.

O Guia dos Jatos Privados detalha as categorias de jatos, do Embraer Phenom 300E ao Bombardier Global 7500. Para empresas que voam com frequência, o fretamento sob demanda pode evoluir para programas de horas, Jet Card ou soluções corporativas.

Jato executivo Bombardier Challenger 3500, usado em fretamento executivo sob demanda
  • Ida e volta com espera ou pernoite
  • Multi-trechos para agendas com várias cidades
  • Aeronave escolhida pela missão
  • Jornada da tripulação planejada

One-way e empty legs: quando o fretamento só de ida compensa?

O fretamento one-way é o voo só de ida. Para o cliente parece simples, mas para o operador ele quase sempre gera um trecho vazio, porque a aeronave precisa voltar para a base ou seguir para o próximo cliente. Por isso, um one-way convencional costuma ser cotado considerando o reposicionamento, e o preço pode se aproximar de um ida e volta quando a aeronave está longe do ponto de partida ou não tem outro voo programado a partir do destino.

O que é um empty leg

O empty leg, também chamado de voo de oportunidade, perna vazia ou empty sector, é exatamente esse trecho de reposicionamento colocado à venda. Se um jato leva um cliente de São Paulo para Punta del Este e vai voltar vazio, o operador pode oferecer o trecho de volta a outro cliente por um valor reduzido, porque parte do custo já foi coberta pelo primeiro voo. O desconto varia caso a caso e depende da antecedência, da rota e da procura. A Embarque Oficial divulga oportunidades na página de empty legs.

Vantagens e limites do empty leg

  • Preço: é a forma mais acessível de voar em jato executivo em um trecho específico.
  • Rigidez: a rota e o horário pertencem ao voo principal. Se o primeiro cliente muda o horário, o empty leg muda junto ou é cancelado.
  • Pouca margem para trechos intermediários: desviar para outro aeroporto normalmente custa a diferença de horas voadas.
  • Volta por conta do cliente: o empty leg resolve um trecho; o retorno precisa de outro plano.

Como aproveitar bem

Quem tem flexibilidade de data e de aeroporto encontra mais oportunidades. Rotas muito procuradas, como capitais para destinos de praia na alta temporada, geram empty legs nas pernas de retorno. Também vale combinar: ida em um empty leg e volta em um fretamento convencional, ou ida em voo comercial e volta em empty leg. Para quem precisa de horário garantido, o one-way com reposicionamento cotado com transparência é a escolha mais segura; a transparência na cotação mostra o que entra em cada valor.

One-way em jatos de longo alcance

Em voos internacionais, o one-way ganha outra dimensão. Um jato de longo alcance que leva um cliente do Brasil para a Europa pode ter um trecho de volta disponível ou um voo seguinte saindo da Europa. Nesses casos, o mercado global de operadores certificados, e não só o brasileiro, define o preço. O Gulfstream G550 é um exemplo de jato que aparece em oportunidades intercontinentais.

Jato executivo Gulfstream G550, de longo alcance, usado em voos de oportunidade
  • Empty leg é trecho de reposicionamento
  • Horário depende do voo principal
  • One-way pode incluir o retorno vazio
  • Flexibilidade aumenta as oportunidades

Fretamento de grupos e de aviões comerciais: o que são ACMI, wet lease e dry lease?

Quando o grupo passa do que cabe em um jato executivo, o fretamento aéreo migra para os aviões comerciais. Times esportivos, convenções de empresas, viagens de incentivo, turismo receptivo, eventos e operações humanitárias usam jatos regionais, narrowbodies e widebodies fretados por inteiro. No Brasil, essas operações são feitas por empresas certificadas pela ANAC segundo o RBAC 121, a mesma regra das companhias aéreas regulares. Nos Estados Unidos, a FAA classifica como supplemental operation o fretamento de aviões com mais de 30 assentos ou carga paga acima de 7.500 libras, sob o Part 121.

Fretamento de grupos por viagem

No fretamento de grupo por viagem, o cliente contrata uma companhia aérea para realizar um ou mais voos com o avião inteiro, a tripulação, a manutenção, o seguro, o combustível e as taxas. É a modalidade dos voos de times, das delegações e dos pacotes turísticos fretados. O contrato define o tipo de aeronave, a configuração de assentos, a franquia de bagagem, o serviço de bordo e as regras de cancelamento.

ACMI e wet lease

O wet lease é o arrendamento de uma aeronave com tripulação. A forma mais comum é o ACMI, sigla de Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance: o arrendador fornece a aeronave, a tripulação, a manutenção e o seguro, e o contratante paga os custos diretos de operação, como combustível, taxas aeroportuárias, handling, navegação e catering. O preço do ACMI é calculado por hora bloco, contada do calço ao calço. Companhias aéreas usam ACMI para cobrir aeronaves paradas em manutenção, atrasos de entrega de aviões novos, picos de temporada e testes de rotas. No ACMI, o arrendador costuma manter o controle operacional do voo.

Damp lease e dry lease

O damp lease é uma variação do wet lease em que o arrendador fornece a aeronave e os pilotos, e o contratante usa os próprios comissários. Já o dry lease é o arrendamento só da aeronave, sem tripulação: o arrendatário assume a operação com o próprio certificado, a própria tripulação e o próprio programa de manutenção, em contratos que costumam durar anos. No Brasil, essa lógica corresponde ao arrendamento do Código Brasileiro de Aeronáutica, inscrito no RAB.

ModeloAeronavePilotosComissáriosControle operacional
Fretamento por viagemFretadorFretadorFretadorFretador
ACMI / wet leaseArrendadorArrendadorArrendadorEm regra, arrendador
Damp leaseArrendadorArrendadorContratanteDefinido em contrato e pela autoridade
Dry leaseArrendadorArrendatárioArrendatárioArrendatário

Para o cliente final, a regra de ouro é saber qual empresa opera o voo e sob qual certificado. A Embarque Oficial organiza fretamentos de grupos para empresas e eventos e orienta a escolha entre aviões comerciais e uma frota de jatos executivos em paralelo.

  • ACMI: aeronave, tripulação, manutenção e seguro
  • Wet lease: aeronave com tripulação
  • Damp lease: comissários do contratante
  • Dry lease: só a aeronave
  • Preço do ACMI por hora bloco
  • Grupos grandes voam por RBAC 121 ou Part 121

Como funciona o fretamento de helicóptero?

O fretamento de helicóptero é a modalidade de fretamento aéreo para distâncias curtas e médias, pousos em helipontos e acesso a lugares sem pista. No Brasil, o fretamento de helicóptero com fins comerciais é táxi aéreo e segue o RBAC 135, operado por empresas certificadas pela ANAC. Nos Estados Unidos, qualquer operação de helicóptero sob demanda se enquadra no Part 135, segundo a própria definição da FAA. Na Europa, helicópteros em transporte comercial exigem certificado de operador aéreo sob as regras da EASA.

Usos mais comuns

  • Transfer executivo: do aeroporto ao heliponto do escritório, do hotel ou da casa, evitando trânsito. É o transfer de helicóptero da Embarque Oficial.
  • Conexão com jato: o helicóptero leva o passageiro até o FBO, e o jato segue viagem. Em Nice, por exemplo, o trecho até Mônaco é feito em poucos minutos.
  • Voo panorâmico: sobrevoos de cidades e litoral, como no voo panorâmico.
  • Resorts e ilhas: destinos de praia, fazendas e ilhas onde o carro leva horas e o barco depende do mar.
  • Operações especiais: filmagem e fotografia aérea, transporte aeromédico e missões com autoridades, sempre com operadoras autorizadas.

Monomotor ou bimotor

Helicópteros monomotores a turbina, como o Helibras Esquilo AS350 B2 e o Bell 407, são a escolha mais comum em transfers e passeios. Bimotores, como o Airbus H145 e o Agusta A109, oferecem redundância de motor e são preferidos em voos sobre áreas urbanas densas, sobre a água e em missões corporativas. Algumas regras de heliponto e de operação noturna exigem bimotores. O Guia dos Helicópteros Executivos aprofunda essa escolha.

O que pesa no fretamento de helicóptero

  1. Peso e balanceamento: helicópteros são sensíveis ao peso; passageiros e bagagem precisam ser informados com precisão.
  2. Helipontos: o heliponto precisa estar cadastrado e aceitar o porte da aeronave; helipontos privados exigem autorização do responsável.
  3. Clima: boa parte dos voos de helicóptero é visual, e teto baixo ou visibilidade reduzida cancelam ou adiam o voo.
  4. Horário: nem todo heliponto opera à noite.

Em cidades como São Paulo, onde o helicóptero é parte da rotina de executivos, a Embarque Oficial combina helicóptero e jato em uma única cotação. Veja também as soluções de mobilidade aérea.

Helicóptero bimotor Airbus H145 em voo, usado em fretamento de helicóptero
  • Transfer até helipontos e FBOs
  • Monomotor ou bimotor conforme a missão
  • Peso informado com precisão
  • Voo sujeito a condições visuais

Fretamento de carga: quando vale fretar uma aeronave para cargas urgentes ou de alto valor?

O fretamento de carga é a contratação de uma aeronave dedicada para transportar mercadorias, e não passageiros. Ele faz sentido quando a carga não pode esperar o próximo voo regular, quando é grande demais para o porão de um avião de passageiros, quando é valiosa demais para circular em consolidado ou quando o destino não é atendido por voos cargueiros. Há mais de dez anos a Embarque Oficial organiza fretamentos de carga urgente e de alto valor, sempre com operadoras autorizadas.

Três portes de fretamento de carga

  • Carga urgente em aeronave executiva: peças de reposição de máquinas paradas (o chamado AOG, aircraft on ground, na própria aviação), componentes industriais, documentos e amostras. Turboélices como o King Air B200 e o Pilatus PC-12, com porta de carga ampla, e jatos leves resolvem boa parte dessas missões.
  • Cargueiros médios: aviões dedicados para paletes, usados por indústrias, montadoras e operadores logísticos.
  • Cargueiros pesados: widebodies cargueiros e aeronaves de carga especial para turbinas, geradores, equipamentos de energia e projetos de infraestrutura.

Regras que mudam no transporte de carga

Artigos perigosos, como baterias de lítio, produtos químicos, gases e materiais inflamáveis, seguem no Brasil o RBAC 175 da ANAC e, internacionalmente, as Instruções Técnicas da OACI. A carga precisa ser classificada, embalada, marcada e declarada corretamente pelo expedidor. Em voos internacionais, a carga passa por despacho aduaneiro na origem e no destino, e a documentação, como o conhecimento aéreo e as faturas, precisa estar pronta antes da decolagem.

Carga de alto valor e cargas sensíveis

Obras de arte, joias, valores, equipamentos médicos, órgãos para transplante e material biológico exigem cadeia de custódia, controle de temperatura, segurança no solo e, às vezes, um acompanhante a bordo. Nesses casos, o fretamento aéreo de carga é desenhado junto com a escolta em solo e com o seguro de transporte, que é diferente do seguro aeronáutico do operador.

Operações especiais organizadas pela Embarque Oficial

Além da carga, a Embarque Oficial organiza há mais de dez anos UTI aérea e transporte aeromédico, filmagem e fotografia aérea e transporte de autoridades com segurança, sempre com operadoras autorizadas para cada tipo de missão. Essas operações dependem de planejamento personalizado e de atendimento a qualquer hora, como no atendimento 24 horas.

Turboélice Beechcraft King Air B200, usado em fretamento de carga urgente e de passageiros
  • Carga urgente em turboélice ou jato
  • Cargueiros para paletes e cargas pesadas
  • Artigos perigosos seguem o RBAC 175
  • Despacho aduaneiro em voos internacionais

Como funciona o fretamento aéreo internacional?

O fretamento aéreo internacional é qualquer voo fretado que cruza fronteiras: um jato executivo de São Paulo a Miami, um helicóptero entre Nice e Mônaco, um avião comercial levando uma delegação à Europa. Ele segue as regras do país de origem, do país de destino e dos países sobrevoados, além das convenções internacionais. Por isso, o fretamento internacional exige mais antecedência e mais coordenação do que o doméstico.

Autorizações de pouso, sobrevoo e operador estrangeiro

Cada país decide quem pode operar voos comerciais no seu território. No Brasil, a Resolução ANAC nº 692/2022 regula o acesso de empresas estrangeiras ao transporte aéreo internacional não regular, que inclui o fretamento; operações com aeronaves de até 19 assentos e 3.400 kg de carga paga, e com helicópteros, ficam dispensadas da autorização prévia geral, mas continuam sujeitas às demais regras. O transporte doméstico remunerado é reservado a empresas brasileiras, e a mesma resolução só admite operação doméstica de estrangeira em caráter excepcional. Na União Europeia, operadores de fora do bloco que fazem transporte aéreo comercial precisam de autorização TCO (Third Country Operator) da EASA. Nos Estados Unidos, operadores estrangeiros também precisam de autorização do Departamento de Transportes.

Documentos, alfândega e FBO

  • Passaportes, vistos e autorizações eletrônicas de viagem de todos os passageiros.
  • Autorização de viagem de menores e documentos de animais de estimação.
  • Despacho de alfândega e imigração em aeroporto internacional ou com atendimento especial.
  • Serviços de FBO e handling na origem, nas escalas técnicas e no destino.

Responsabilidade e impostos no exterior

O transporte aéreo internacional remunerado, inclusive o fretado, segue em regra a Convenção de Montreal de 1999. Desde 28 de dezembro de 2024, a primeira faixa de responsabilidade por morte ou lesão de passageiro é de 151.880 Direitos Especiais de Saque (DES), com limites de 6.303 DES para atraso, 1.519 DES para bagagem e 26 DES por quilo de carga. Nos Estados Unidos, voos fretados domésticos pagam o imposto federal de transporte de 7,5% e uma taxa por segmento de US$ 5,30 por passageiro em 2026, e voos internacionais pagam US$ 23,40 por passageiro na chegada e na partida, segundo a FAA.

Rotas e logística

Em rotas longas, a escolha da aeronave decide se haverá escala técnica. Um jato de longo alcance, como o Bombardier Global 6500, liga o Brasil à Europa com menos paradas do que um super-midsize. A Embarque Oficial organiza voos intercontinentais e voos para a América do Sul, com escritórios em Mônaco, Dubai, Londres, Paris, Liverpool, Fort Lauderdale, Nova York, Las Vegas, Xangai e Brasil, e opera com a rede global de operadores homologados.

Skyline de Nova York ao entardecer, destino frequente de fretamento aéreo internacional
  • Autorização de cada país envolvido
  • TCO da EASA para operador de fora da UE
  • Convenção de Montreal em voos internacionais
  • Alfândega, imigração e FBO coordenados

Como escolher a modalidade de fretamento aéreo certa para a sua missão?

Escolher a modalidade de fretamento aéreo é responder a cinco perguntas na ordem certa. A resposta raramente é a aeronave mais luxuosa ou a mais barata; é a que entrega a missão com segurança, no horário e com o menor custo total.

  1. Quantas pessoas e quanta carga? Até oito passageiros cabem em jatos leves e médios; de 8 a 16, em jatos super-midsize, large e de longo alcance; acima disso, em aviões comerciais fretados. Carga sem passageiros pede fretamento de carga.
  2. Qual distância e quais aeroportos? Trechos curtos e helipontos pedem helicóptero; pistas curtas ou de terra pedem turboélice; distâncias continentais pedem jatos de longo alcance.
  3. A data é fixa ou flexível? Data fixa pede fretamento sob demanda; data flexível abre espaço para empty legs.
  4. É uma viagem ou uma rotina? Viagens pontuais pedem fretamento por voo; voos frequentes podem justificar programas de horas, Jet Card, Clube Infinity ou até a compra de uma aeronave.
  5. O voo cruza fronteiras? Se sim, entram autorizações, documentos e o operador certificado no país certo.

Matriz rápida de decisão

SituaçãoModalidade indicada
Executivo com reunião em outra capital e volta no mesmo diaFretamento executivo ida e volta em jato leve
Diretoria visitando quatro fábricas em dois diasMulti-trechos com jato médio ou turboélice
Família com data flexível para a praiaEmpty leg na ida ou na volta
Delegação de 150 pessoas para um eventoFretamento de grupo em avião comercial
Companhia aérea sem aeronave por manutençãoACMI ou wet lease
Peça urgente para uma linha de produção paradaFretamento de carga em turboélice ou jato
Aeroporto internacional até o hotel em MônacoFretamento de helicóptero

Erros comuns na escolha

  • Escolher a aeronave pela foto, e não pela pista, pelo alcance e pela bagagem.
  • Comparar preços de aeronaves de categorias diferentes como se fossem equivalentes.
  • Ignorar o custo do retorno vazio em um one-way.
  • Deixar a documentação internacional para a véspera.

Os cards abaixo mostram aeronaves que representam cada degrau do fretamento executivo, com fichas técnicas completas. O atendimento consultivo da Embarque Oficial faz essa análise com o cliente antes da cotação.

Aeronaves que representam as faixas do fretamento executivo

Quanto custa um fretamento aéreo e quais fatores formam o preço?

O preço de um fretamento aéreo não é tabelado. Ele resulta da soma de custos de operação, taxas e serviços, e cada operador calcula o seu valor a partir das horas de voo, do posicionamento da aeronave e do que a missão exige. Por isso, duas cotações para a mesma rota podem ser diferentes, e a comparação só é justa entre aeronaves equivalentes e com os mesmos itens incluídos.

Os componentes do preço

ComponenteO que éO que faz o valor subir
Hora de vooValor por hora da aeronave, que embute combustível, manutenção, tripulação e seguroAeronave maior, rota mais longa, ventos contrários
PosicionamentoTrechos vazios para buscar o cliente ou voltar à baseAeronave longe da origem, one-way sem retorno
Pernoites e diáriasHotel, alimentação e diárias da tripulação fora da baseViagens de vários dias com a aeronave à disposição
Taxas aeroportuáriasPouso, permanência, navegação, FBO e handlingAeroportos centrais, coordenados ou internacionais
Serviços de bordoCatering, comissária, conectividadePedidos especiais e voos longos
Impostos e autorizaçõesTributos locais e permissões de pouso e sobrevooVoos internacionais e países com taxas elevadas

Fatores de preço por modalidade

  • Executivo sob demanda: a categoria da aeronave pesa mais que tudo; subir de um jato leve para um large multiplica o custo por hora.
  • Empty leg: o preço é reduzido, mas a rota e o horário não são negociáveis.
  • Grupos e ACMI: a unidade de preço costuma ser a hora bloco; combustível e taxas são cobrados à parte no ACMI.
  • Helicóptero: voos curtos, mas com cobrança mínima por missão e por tempo de motor.
  • Carga: peso, volume, natureza da carga e necessidade de cargueiro dedicado.
  • Internacional: autorizações, handling no exterior, escalas técnicas e tributos de cada país.

Como ler uma cotação

Uma cotação bem feita informa a aeronave e a matrícula, o operador responsável, as horas previstas por trecho, o posicionamento, as taxas incluídas e não incluídas, as regras de cancelamento e a validade do preço. Estimativas de mercado variam com a demanda, o câmbio e o preço do combustível, e mudam de mês para mês; por isso, a Embarque Oficial não publica tabela fixa e calcula cada voo. Para entender o detalhamento, veja a página de transparência na cotação e peça uma cotação pelo contato.

  • Hora de voo por categoria de aeronave
  • Posicionamento e retorno vazio
  • Pernoites e diárias da tripulação
  • Taxas, FBO e handling
  • Catering e serviços de bordo
  • Tributos e autorizações internacionais

O que o contrato de fretamento aéreo precisa dizer e quem responde pelo quê?

O contrato de fretamento aéreo é o documento que transforma a cotação em obrigação. Pelo Código Brasileiro de Aeronáutica, ele pode ser feito por instrumento público ou particular, e a inscrição no Registro Aeronáutico Brasileiro é facultativa. O que importa é que o contrato identifique com clareza quem opera, o que será entregue e o que acontece se algo mudar.

Cláusulas essenciais

  1. Identificação do operador: razão social, certificado (COA no Brasil, AOC no exterior) e autoridade emissora.
  2. Aeronave: modelo, matrícula e regra de substituição por aeronave equivalente ou superior.
  3. Itinerário: aeroportos, datas, horários e tolerância de espera.
  4. Passageiros e bagagem: número máximo, peso, volumes especiais e documentação.
  5. Preço e o que ele inclui: horas, posicionamento, taxas, pernoites, catering e impostos.
  6. Pagamento: sinal, saldo, prazo e moeda.
  7. Cancelamento e alterações: multas por antecedência, mudanças de horário e de rota.
  8. Clima, segurança e força maior: o direito do comandante de não decolar e o que acontece com o valor pago.
  9. Seguro e responsabilidade: apólices do operador e limites aplicáveis.
  10. Lei aplicável e foro.

Quem responde pelo voo

No fretamento, o fretador mantém o controle da tripulação e a condução técnica (CBA, art. 133). É ele quem decide sobre segurança, combustível, rota, clima e limites da aeronave, e quem responde perante a autoridade. O afretador se obriga a usar a aeronave apenas para o que foi contratado e a pagar o frete (art. 136). Passageiros devem seguir as instruções da tripulação e informar corretamente peso e bagagem.

Seguro RETA e limites internacionais

No Brasil, o operador precisa manter o seguro RETA (Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo), hoje regido pela Resolução CNSP nº 442/2022, em vigor desde 1º de setembro de 2022. As coberturas obrigatórias incluem danos pessoais a passageiros e tripulantes, danos a terceiros na superfície, abalroamento, danos à carga e à bagagem despachada e atraso de embarque. Em voos internacionais, valem também os limites da Convenção de Montreal.

O papel do intermediário

Quando uma empresa organiza o voo sem operá-lo, o cliente deve saber em que qualidade ela atua e qual operador vai voar. Nos Estados Unidos, o 14 CFR Part 295, em vigor desde 14 de fevereiro de 2019, obriga os air charter brokers a informar essa qualidade, o nome do operador e se possuem seguro de responsabilidade antes da contratação. A Embarque Oficial adota a mesma transparência: o contrato e a confirmação do voo trazem o operador certificado responsável. Veja também a página de segurança operacional.

  • Operador e certificado identificados
  • Matrícula e regra de substituição
  • Itens incluídos e excluídos no preço
  • Regras claras de cancelamento
  • Comandante decide sobre segurança
  • Seguro RETA e limites de Montreal

Regulação do fretamento aéreo: RBAC 135 no Brasil, Part 135 nos EUA e AOC da EASA

O fretamento aéreo é transporte aéreo comercial e, em todo o mundo, só pode ser feito por empresas certificadas pela autoridade de aviação civil do seu país. A lógica nasce do Anexo 6 da Convenção de Chicago, da OACI, e cada país a traduz em regras próprias. Conhecer as três principais referências ajuda o cliente a fazer as perguntas certas em qualquer lugar do mundo.

Brasil: RBAC 135 e RBAC 121

No Brasil, a ANAC certifica as empresas de táxi aéreo segundo o RBAC 135, que reúne requisitos de operação, manutenção, treinamento e tripulação para operações com aeronaves menores e helicópteros. A linha de corte entre o RBAC 135 e o RBAC 121, das companhias aéreas, usa como referência aeronaves de até 19 assentos de passageiros e carga paga de até 3.400 kg. Quem opera aviões comerciais em fretamento de grupos segue o RBAC 121. O voo particular, sem remuneração, segue o RBAC 91, e uma aeronave registrada para uso privado não pode vender voos. O transporte remunerado feito fora dessas regras é o chamado táxi aéreo clandestino, que a ANAC combate. A página sobre a ANAC na aviação executiva detalha as consultas públicas de empresas e aeronaves.

Estados Unidos: Part 135, Part 121 e Part 295

Nos Estados Unidos, a FAA certifica operadores de fretamento sob demanda pelo 14 CFR Part 135, para aviões de até 30 assentos e 7.500 libras de carga paga e para helicópteros. Acima disso, o fretamento é supplemental, sob o Part 121. O Departamento de Transportes regula os intermediários pelo Part 295. Em maio de 2026, a FAA passou a publicar no site Safe Air Charter uma lista pesquisável de operadores Part 135 e aeronaves autorizadas, para combater o fretamento ilegal, o chamado gray charter, em que aviões voam por remuneração sob as regras privadas do Part 91.

União Europeia: AOC sob o Regulamento (UE) 965/2012

Na Europa, o Regulamento (UE) nº 965/2012, o Air OPS da EASA, classifica as operações em transporte aéreo comercial (CAT), operações não comerciais (NCC e NCO) e operações especializadas (SPO). O transporte aéreo comercial segue o Anexo III (Part-ORO), com os requisitos de organização e de certificado de operador aéreo (AOC), e o Anexo IV (Part-CAT). O AOC é emitido pela autoridade nacional do país do operador, como a DGAC na França ou a autoridade de Malta, sob regras comuns. Operadores de fora do bloco precisam de autorização TCO.

ItemBrasilEstados UnidosUnião Europeia
AutoridadeANACFAA e DOTEASA e autoridades nacionais
Fretamento executivoRBAC 135Part 135Part-CAT com AOC
Aviões comerciaisRBAC 121Part 121 suplementarPart-CAT com AOC
Voo privadoRBAC 91Part 91Part-NCC ou Part-NCO
Operador estrangeiroRes. ANAC 692/2022Autorização do DOTAutorização TCO

O Guia da Aviação Executiva traz o panorama do setor, e a página de charter aéreo no Brasil aprofunda o mercado nacional.

  • RBAC 135 para táxi aéreo no Brasil
  • RBAC 121 para aviões comerciais
  • Part 135 até 30 assentos nos EUA
  • AOC sob o Regulamento (UE) 965/2012
  • Voo privado não pode ser vendido
  • Operador estrangeiro precisa de autorização

Como a Embarque Oficial organiza o seu fretamento aéreo?

A Embarque Oficial é uma empresa global de aviação executiva, no ar desde 2011, com sede em Florianópolis e escritórios em Mônaco, Dubai, Londres, Paris, Liverpool, Fort Lauderdale, Nova York, Las Vegas, Xangai e Brasil. A empresa atende clientes no mundo todo, em destinos como Mônaco, Dubai, Capri e Roma, e em todas as regiões do Brasil. Os escritórios não atendem ao público: o atendimento é feito pela web, pelo WhatsApp (+55 48 98877-0541) e presencialmente no embarque, em helipontos, aeroportos e FBOs, em muitos lugares do mundo.

Operadoras certificadas em cada país

A Embarque Oficial organiza voos com operadoras certificadas pela ANAC no Brasil e pela autoridade aeronáutica de cada país no exterior, como a FAA e as autoridades sob as regras da EASA. Em cada fretamento, o cliente sabe qual operador vai voar e com qual aeronave.

Como funciona na prática

  1. Briefing da missão: passageiros, bagagem, datas, destinos finais e preferências.
  2. Escolha da modalidade: sob demanda, multi-trechos, empty leg, grupo, helicóptero, carga ou combinação.
  3. Cotação detalhada: aeronave, operador, horas, taxas e condições.
  4. Contrato e confirmação: documentos de passageiros e logística em solo.
  5. Acompanhamento do voo: do transfer ao desembarque, com concierge para hotel, carro e restaurante.

Serviços conectados ao fretamento

Além do fretamento aéreo, a Embarque Oficial oferece táxi aéreo no Brasil, voos intercontinentais, empty legs, transfer de helicóptero, voo panorâmico, soluções corporativas, programas, roadshows, gestão de aeronaves, compra e venda, financiamento, Jet Card, Clube Infinity e concierge. Há mais de dez anos organiza também operações especiais: UTI aérea e transporte aeromédico, carga urgente e de alto valor, filmagem e fotografia aérea e transporte de autoridades com segurança, sempre com operadoras autorizadas.

Conheça a presença global da Embarque Oficial, explore as aeronaves disponíveis e peça a sua cotação de fretamento aéreo pelo site ou pelo WhatsApp.

Passageira a bordo de helicóptero sobre Florianópolis, cidade-sede da Embarque Oficial
  • Operadoras certificadas em cada país
  • Atendimento pela web e pelo WhatsApp
  • Presença no embarque em helipontos e FBOs
  • Cotação com operador e aeronave identificados

Glossário: termos essenciais de fretamento aéreo

Fretamento aéreo
Contrato em que o fretador coloca uma aeronave equipada e tripulada à disposição do afretador para viagens ou por um período, mantendo o controle técnico do voo.
Fretador
Empresa que fornece a aeronave e a tripulação no fretamento e mantém a condução técnica do voo, segundo o art. 133 do Código Brasileiro de Aeronáutica.
Afretador
Cliente que contrata o fretamento, paga o frete e se obriga a usar a aeronave apenas para o que foi combinado.
Arrendamento (dry lease)
Cessão do uso da aeronave sem tripulação por tempo determinado; quem opera é o arrendatário, e o contrato é inscrito no RAB.
ACMI
Sigla de Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance: modelo de wet lease em que o arrendador fornece aeronave, tripulação, manutenção e seguro, cobrando por hora bloco.
Wet lease
Arrendamento de aeronave com tripulação, comum entre companhias aéreas para cobrir picos de demanda ou aeronaves paradas.
Damp lease
Variação do wet lease em que o arrendador fornece aeronave e pilotos, e o contratante usa os próprios comissários.
Empty leg
Trecho de reposicionamento de uma aeronave executiva oferecido a outro cliente, em geral por valor reduzido e com rota e horário definidos.
Posicionamento
Voo sem passageiros para levar a aeronave até a origem do cliente ou de volta à base; costuma entrar no preço do fretamento.
Hora bloco
Tempo contado do momento em que a aeronave deixa a posição de estacionamento até a parada no destino; base de preço do ACMI.
Controle operacional
Autoridade sobre o início, a condução e o término de um voo, que no fretamento pertence ao operador certificado.
AOC / COA
Certificado de Operador Aéreo emitido pela autoridade do país do operador, que autoriza o transporte aéreo comercial, inclusive o fretamento.
RETA
Seguro obrigatório de Responsabilidade do Explorador ou Transportador Aéreo no Brasil, regido pela Resolução CNSP nº 442/2022.
TCO
Third Country Operator: autorização da EASA exigida de operadores de fora da União Europeia que fazem transporte aéreo comercial no bloco.

Perguntas frequentes sobre fretamento aéreo

O que é fretamento aéreo?

Fretamento aéreo é a contratação de uma aeronave inteira, com tripulação, para voar na rota e no horário que o cliente escolhe. O fretador, empresa certificada, mantém o controle da tripulação e a condução técnica, e o afretador paga o frete. O fretamento aéreo inclui jatos executivos, helicópteros, aviões comerciais para grupos e cargueiros, e no Brasil é operado por empresas certificadas pela ANAC.

Qual é a diferença entre fretamento aéreo e táxi aéreo?

Táxi aéreo é a forma de fretamento aéreo feita no Brasil por empresas certificadas pela ANAC segundo o RBAC 135, com aeronaves executivas e helicópteros. Fretamento aéreo é o conceito mais amplo, que inclui também o fretamento de aviões comerciais para grupos, o ACMI, o fretamento de carga e os voos internacionais. O Guia do Táxi Aéreo Executivo explica como contratar táxi aéreo no Brasil.

Qual é a diferença entre fretamento e arrendamento de aeronave?

No fretamento, o fretador fornece a aeronave com tripulação e mantém a condução técnica do voo. No arrendamento, o dono cede o uso da aeronave por tempo determinado e quem passa a operar é o arrendatário, com tripulação própria. O Código Brasileiro de Aeronáutica trata o arrendamento nos artigos 127 a 132 e o fretamento nos artigos 133 a 136.

O que significa ACMI?

ACMI é a sigla de Aircraft, Crew, Maintenance and Insurance. É um modelo de wet lease em que o arrendador fornece a aeronave, a tripulação, a manutenção e o seguro, e o contratante paga combustível, taxas aeroportuárias, handling, navegação e catering. O preço do ACMI é cobrado por hora bloco e é muito usado por companhias aéreas para cobrir picos e aeronaves paradas.

Qual é a diferença entre wet lease e dry lease?

No wet lease, a aeronave vem com tripulação, e o arrendador em regra mantém o controle operacional. No dry lease, a aeronave vem sem tripulação, e o arrendatário assume a operação com o próprio certificado, os próprios pilotos e a própria manutenção. O damp lease é um meio-termo: o arrendador fornece aeronave e pilotos, e o contratante usa os próprios comissários.

O que é um empty leg?

Empty leg é o trecho em que uma aeronave executiva voaria vazia para se reposicionar e que o operador oferece a outro cliente, em geral por um valor reduzido. A rota e o horário pertencem ao voo principal, por isso o empty leg pode mudar ou ser cancelado. É a opção mais acessível para quem tem flexibilidade. Veja as oportunidades em empty legs.

Por que um voo só de ida pode custar quase o mesmo que ida e volta?

Porque, no fretamento aéreo, a aeronave normalmente precisa voltar para a base depois de deixar o cliente. Esse retorno vazio, chamado posicionamento, tem custo de combustível, tripulação e taxas e costuma entrar no preço do one-way. Quando há um voo seguinte saindo do destino ou um empty leg disponível, o valor do trecho só de ida pode cair bastante.

Posso fretar um avião comercial para um grupo grande?

Sim. Grupos que não cabem em um jato executivo, como delegações, times, convenções e viagens de incentivo, podem fretar aviões comerciais inteiros. No Brasil, essas operações são feitas por empresas certificadas segundo o RBAC 121, e nos Estados Unidos o fretamento de aviões com mais de 30 assentos é classificado como operação suplementar do Part 121. O contrato define aeronave, configuração, bagagem e serviço de bordo.

Como funciona o fretamento de helicóptero no Brasil?

O fretamento de helicóptero com fins comerciais é táxi aéreo e segue o RBAC 135, com empresas certificadas pela ANAC. É usado em transfers entre aeroportos e helipontos, voos panorâmicos, acesso a resorts e ilhas e operações especiais. O peso dos passageiros, o heliponto e o clima definem a viabilidade. A Embarque Oficial organiza transfers de helicóptero combinados com jatos.

É possível fretar uma aeronave só para carga?

Sim. O fretamento de carga é usado para peças urgentes, cargas de alto valor, equipamentos médicos e cargas volumosas. Turboélices e jatos executivos resolvem cargas pequenas e urgentes, e cargueiros dedicados levam paletes e cargas pesadas. Artigos perigosos seguem o RBAC 175 da ANAC. A Embarque Oficial organiza carga urgente e de alto valor há mais de dez anos, sempre com operadoras autorizadas.

O que o contrato de fretamento aéreo deve conter?

O contrato de fretamento aéreo deve identificar o operador e seu certificado, a aeronave e a matrícula, o itinerário, o número de passageiros e a bagagem, o preço com os itens incluídos e excluídos, a forma de pagamento, as regras de cancelamento e alteração, a decisão do comandante por segurança, os seguros e a lei aplicável. Cláusulas claras evitam surpresas no dia do voo.

Quem é responsável pela segurança em um voo fretado?

No fretamento aéreo, o fretador, que é o operador certificado, mantém o controle da tripulação e a condução técnica do voo, como define o art. 133 do Código Brasileiro de Aeronáutica. É o operador quem decide sobre rota, combustível, clima e limites da aeronave, e o comandante tem a palavra final sobre decolar. O cliente deve informar corretamente passageiros, peso e bagagem.

Quais regras se aplicam ao fretamento aéreo no Brasil, nos EUA e na Europa?

No Brasil, a ANAC certifica táxi aéreo pelo RBAC 135 e companhias aéreas pelo RBAC 121. Nos Estados Unidos, a FAA certifica fretamento sob demanda pelo Part 135, até 30 assentos, e fretamento suplementar pelo Part 121, e o DOT regula intermediários pelo Part 295. Na União Europeia, o transporte aéreo comercial exige AOC sob o Regulamento (UE) 965/2012 da EASA.

Como verificar se um operador de fretamento é legal?

No Brasil, confira nos sistemas públicos da ANAC se a empresa é certificada para táxi aéreo e se a aeronave está registrada para esse serviço. Nos Estados Unidos, o site Safe Air Charter da FAA passou a listar, em maio de 2026, os operadores Part 135 e as aeronaves autorizadas. Na Europa, peça o AOC e, para operadores de fora do bloco, a autorização TCO. A página da ANAC na aviação executiva mostra como consultar.

Como pedir uma cotação de fretamento aéreo com a Embarque Oficial?

Informe origem, destino, datas, horários, número de passageiros, bagagem e qualquer necessidade especial pelo site ou pelo WhatsApp +55 48 98877-0541. A Embarque Oficial indica a modalidade adequada, apresenta a aeronave e o operador certificado responsável, detalha o que está incluído no preço e coordena a logística até o embarque, no Brasil e no exterior. Comece pelo contato.

Fontes e referências

  1. Lei nº 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica), Capítulo IV: contratos sobre aeronave (arrendamento e fretamento)
  2. ANAC: Resolução nº 692, de 21 de setembro de 2022 (acesso ao mercado por empresas estrangeiras)
  3. ANAC: relatório da Diretoria sobre a linha de corte entre RBAC 121 e RBAC 135 (2019)
  4. eCFR: 14 CFR 110.2, definições de on-demand operation e supplemental operation
  5. NBAA: 14 CFR Part 295 Air Charter Broker Questions and Answers
  6. AVweb: FAA adds certified Part 135 operators to Safe Air Charter website (mai/2026)
  7. FAA: Current Aviation Excise Tax Structure and Rates 2026
  8. EASA: Regulation (EU) 965/2012, classification of operations and rules applicability
  9. EASA: Easy Access Rules for Third Country Operators (Part-TCO)
  10. Clyde & Co: Montreal Convention liability limits, 2024 revision
  11. OAG: What is wet leasing?
  12. CQCS: Novas regras para o seguro RETA (Resolução CNSP 442/2022)
  13. Forbes Brasil: Brasil chega a 11 mil aeronaves executivas (dados ANAC/ABAG, mai/2026)
  14. Aeroin: frota de táxi aéreo no Brasil cresce 5,6% (ABAG, jul/2026)

Conteúdo escrito por Régis Hahns, CEO da Embarque Oficial, com a equipe editorial da empresa, com base nas fontes acima. Normas, valores e prazos mudam: confirme sempre com a ANAC, com o fabricante ou com um especialista antes de decidir. A Embarque Oficial atende clientes no mundo todo, de Mônaco, Dubai, Capri e Roma a todas as regiões do Brasil, e organiza cada voo com operadoras certificadas pela ANAC no Brasil e pela autoridade aeronáutica de cada país no exterior.

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